Os Sete Reis e os Dez Chifres.
Muitos “profetas” modernos tem se levantado no meio adventista, criando profecias que não estão claras na Bíblia e sem respaldo no Espirito de Profecia. Estamos falando de teorias como: Os Sete Reis, Trombetas Literais, Teorias em torno dos 1260, 1335 como dias literais, e etc. em que algumas chegam até a definir o ano o mês e o dia da segunda vinda de Jesus!
Na verdade todas estas “profecias” tem por base a dupla interpretação profética, e a reutilização das profecias já cumpridas, em períodos após 1844.
Acontece que a Bíblia sagrada, nas versões antigas, e na King James, deixa claro que não existirá mais tempo profético após 1844.
Analisemos o verso de Apocalipse 10:6 na King James Version. “E jurou por aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais tempo;” Nas versões atuais a palavra tempo está como “demora”. Mas será a mesma coisa? Vejamos o que Urias Smith comenta sobre esta palavra neste verso:
“A palavra “tempo” deste versículo, que a tradução Almeida traduziu por “demora” no original grego é chronos, tempo. Evidentemente os tradutores não pensaram em tempo profético, e não podiam discernir outra tradução que não “demora”. ... Mas a palavra chronos indica o “tempo” no absoluto, e existe motivo para crer que é este o significado (em sentido profético) e no verso 6; e visto que se usa uma predição relacionada com uma profecia muito importante, estamos justificados a entendê-lo como tempo profético. Não que o tempo nunca mais será usado no sentido profético, porque os "dias da voz do sétimo anjo", de que se fala logo em seguida, significam sem dúvida os anos do sétimo anjo. Significa que nenhum período profético se estenderá para além do tempo desta mensagem. Podem ler-se, nos comentários de Daniel 8:14, argumentos mostrando que os mais longos períodos proféticos não se estendem, com efeito, para além do outono de 1844.” — As Profecias do Apocalipse, pág. 69-70.